ESTUDO SOBRE O COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE NUTRICIONISTAS DE FOZ DO IGUAÇU (PR) E REGIÃO COM ENFOQUE EM TRANSTORNOS ALIMENTARES

Lucineia Schons

Resumo


Na atualidade, o culto à beleza e o estereótipo do que seria um corpo perfeito têm contribuído significativamente para o aparecimento de padrões alimentares anormais e possivelmente para o desenvolvimento de transtornos alimentares, atingindo inclusive profissionais que atuam nesta área e que têm a imagem corporal diretamente relacionada ao seu desempenho profissional. Sendo assim, o objetivo da presente pesquisa foi avaliar o comportamento alimentar de nutricionistas de Foz do Iguaçu (PR) e região, por meio do Teste de Atitudes Alimentares (EAT – 26) e do Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo (BITE), questionários estes que apontam o risco para o desenvolvimento de distúrbios alimentares (anorexia e bulimia nervosa, respectivamente), porém não possuem poder isolado de diagnóstico. Participaram da pesquisa 40 profissionais, dessas 52,5% apresentaram sintomas sugestivos de transtorno alimentar característicos de anorexia nervosa, enquanto 12,5% apresentaram comportamento sugestivo de bulimia nervosa. Ao correlacionar o estado nutricional, segundo o índice de massa corpórea, com a possível presença de transtornos alimentares verificou-se que 80% das participantes se encontram na faixa de eutrofia, entretanto 37,5% dessas cultivam o desejo de serem mais magras. Em contrapartida, constatou-se que o tempo de graduação não é um fator que interfere de modo significativo no comportamento alimentar das entrevistadas, pois a maioria daquelas que apresentou um padrão alimentar inadequado está formada há mais tempo que as demais. Concluiu-se, assim, que mais pesquisas devem ser realizadas para elucidar sobre a prevalência dessas desordens entre nutricionistas, tendo em vista que essa categoria compõe a equipe multidisciplinar que trata de transtornos alimentares.

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