Cardiotoxicidade por Antraciclinas em Pacientes com Leucemia Aguda: Uma Revisão da Literatura

Jessica Vanina Ortiz, Bruna Morhy Borges Leal Assunção, Marielle Scherrer Crosbie, Fernando Augusto de Freitas

Resumo


A leucemia é uma doença hematológica maligna que se caracteriza pelo acúmulo de células imaturas na medula óssea. São classificadas em mieloide e linfoide, de acordo com a linhagem celular em proliferação. É estimado no Brasil, o surgimento de mais de 10.000 novos casos em 2016. Ainda que os casos novos sejam elevados, o menor índice de mortalidade predispõe às comorbidades, especialmente das doenças cardiovasculares, entre elas, a insuficiência cardíaca. Deste modo, a cardiotoxicidade pelo uso intensivo de quimioterápicos da classe das antraciclinas (doxorrubicina, daunorrubicina, idarrubicina e mitoxantrona) tem sido amplamente estudada. Assim, a frequência de desenvolvimento varia de 2% a 5% e pode atingir uma frequência de 27% ou 32%, em que a dose cumulativa surge como um fator de risco. Inclusive, o diagnóstico de doenças hematológicas (ex. leucemias e linfomas) já é um fator de risco em si. Quanto aos efeitos próprios da doença, a fibrose miocárdica e a infiltração de
células cancerígenas no coração têm sido descritas; e baixos níveis de citocinas pró-inflamatórias (TNF-a e IL-6) e alto nível de citocina anti-inflamatória (IL-10) estãorelacionados com a melhora no prognóstico. A cardiotoxicidade destaca-se então, como o efeito adverso de maior preocupação, de modo que a utilização de novos métodos identificadores de eventos cardíacos, como o GLS (Global Longitudinal Strain) são importantes para aumentar a sensibilidade de diagnóstico ao proporcionar informações adicionais e independentes. Por fim, esta revisão tem como objetivo o estudo da frequência de desenvolvimento de cardiotoxicidade e sugere que o monitoramento do paciente quando submetido à quimioterapia é um elemento essencial para melhorar o seu prognóstico.


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