Uma Soberania Tirana: Ricardo III de William Shakespeare sob a Perspectiva Político-Cinematográfica de Ian Mckellen

Camila Paula Camilotti, Fernando Antonio Cestaro

Resumo


O presente artigo tem o intuito de refletir sobre a adaptação cinematográfica de Ricardo III de Shakespeare por Richard Loncraine e Ian Mckellen, sob a ótica do período entre guerras mundiais. A pergunta que permeia o presente trabalho é a seguinte: como o diretor Richard Loncraine e o ator Ian McKellen construíram Ricardo III, de Shakespeare, à luz do período entre guerras? Para responder tal pergunta, será necessário, em primeiro lugar, discorrer sobre a origem de Ricardo III em Shakespeare e suas implicações políticas para a época do dramaturgo inglês. Em segundo lugar, como forma de contextualização histórica e social de Ricardo III, será necessário discorrer sobre a interpretação de Mckellen como o tirano Ricardo, no filme dirigido por Richard Loncraine. Pretende-se, com tal proposta, abordar a noção de Shakespeare no
cinema como um campo rico em discussões de adaptação. A partir da análise da contextualização fílmica de Loncraine, pôde-se concluir que o ator Mckellen, ao construir seu personagem, parece ter se apropriado da maldade do Ricardo shakespeariano e a transformou na representação de um tirano, situado na década de 30, corrompido física e mentalmente. Essa analogia pode ser traçada com a associação da figura histórica de Adolf Hitler e do personagem de Mckellen no filme de 1995. A resposta que se busca encontrar com esse estudo é o quão contemporânea permanece a ambiciosa
busca pelo poder no mundo político.

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